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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A HISTÓRIA DO VOTO NO BRASIL

AULA DE DAC (DISCIPLINA DE APOIO CURRICULAR) - PROFESSORA IVETE, LÍDIA, PATRICIA 3ª A - ENSINO MÉDIO


Voto: direito e obrigação

O voto teoricamente é a “arma” do povo, a arma de promover e julgar. É um direito de todos os seres humanos que vivem em regime democrático, que consiste em escolher individualmente o candidato que assumirá a representação de toda a sociedade.
Apesar do voto no Brasil ser obrigatório para todas as pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos, ele contribui para eleger uma pessoa de forma legal, já que a lei prevê que uma pessoa somente poderá assumir cargos governamentais com maior número de votação.
A compra de votos é ilegal, onde um representante de determinado candidato tenta convencer as pessoas a Elegê-lo. Vale lembrar que uma pessoa capaz de utilizar de suborno e compra de votos não será bom representante da nação, pois a corrupção se mostra antes mesmo da posse de cargo.
Votar com consciência é trabalhar politicamente para eleger candidatos que deram provas concretas ao longo destes anos, que são fiéis aos princípios democráticos e aos clamores dos despossuídos, onde o voto não se impõe, se conquista.
Portanto, ao pensar no voto, o cidadão para praticá-lo conscientemente deverá conhecer quem pode merecê-lo. Deve também observar virtudes públicas e morais dos candidatos, refletir sobre suas propostas de governo e, após reunir esses elementos, pensar em quem votar e, com dignidade e descrição, votar com plenitude e consciência.
pela aluna do 3º A: PRISCILA FERNANDA FERRINHO


Charge feita pelos alunos: Daniele, Wesley, Luciane e Graciele (3º A)

O direito do voto

Com a Constituição de 1988, o voto se tornou secreto e universal, e isso, fez com que o Brasil mudasse.
Presenciamos todos os dias, casos onde a miséria, falta de oportunidades de trabalho, assistência à saúde precária, que são bem comuns nas regiões mais pobres do Brasil. Com isso, perguntamos: onde estão as pessoas que elegemos para melhorar o nosso país?
Nós, eleitores, votamos, na maioria das vezes, em pessoas que nunca vimos na vida, não conhecemos seu passado e nem pesquisamos suas propostas de melhorias.
Cabe somente a nós mudar esse cenário e fazer com que pessoas honestas e com objetivos claros, governe nosso país. Avaliar cada candidato, pesquisar sobre seu passado, ver se o plano de melhorias no Brasil, de cada um, está de acordo com o que realmente precisamos e cobrar essa melhoria é um direito de todos.
pela aluna do 3º A: JESSICA DALMAZO ROCHA

CAMISETA DE FORMATURA DA 3ªIE A - MANHÃ EM


As eleições não são uma experiência recente no Brasil. O livre exercício do voto surgiu em terras brasileiras com os primeiros núcleos de povoadores, logo depois da chegada dos colonizadores. Foi o resultado da tradição portuguesa de eleger os administradores dos povoados sob domínio luso. Os colonizadores portugueses assim que aqui iniciaram o domínio, também passavam logo a realizar votações para eleger os que iriam governar as vilas e cidades que fundavam.

História do voto no Brasil

Data de 1532 a primeira eleição aqui organizada. Ela ocorreu na vila de São Vicente, sede da capitania de mesmo nome, e foi convocada por seu donatário, Martim Afonso de Souza, visando a escolher o Conselho administrativo da vila. Na verdade, durante todo o período colonial, as eleições no Brasil tinham caráter local ou municipal, de acordo com a tradição ibérica.Eram votantes os chamados "homens bons", expressão ampla e ambígua, que designava, de fato, gente qualificada pela linhagem familiar, pela renda e propriedade, bem como pela participação na burocracia civil e militar da época. A expressão "homens bons", posteriormente, passou a designar os vereadores eleitos das Casas de Câmara dos municípios, até cair em desuso. As Câmaras acumulavam, então, funções executivas e legislativas.
Cortes PortuguesasSomente um ano antes da proclamação da Independência, em 1821, ocorreu a primeira eleição brasileira em moldes modernos. Elegeram-se os representantes do Brasil para as Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, após a Revolução Constitucionalista do Porto e a volta do rei dom João 6º. a Portugal, em 1820.Desde 1808, dom João governava o Império português a partir do Brasil, devido a invasão da península Ibérica por Napoleão Bonaparte. Nesse período o Brasil perdeu a condição colonial, tornando-se Reino Unido a Portugal e Algarves. Desse processo, como se sabe, resultou a proclamação de nossa Independência por dom Pedro 1º. E, com ela, uma nova ordenação jurídica e política, que apresentava, naturalmente, novas regras eleitorais.
Durante o ImpérioA primeira Constituição brasileira, outorgada por dom Pedro 1º. Em 1824, definiu as primeiras normas de nosso sistema eleitoral. Ela criou a Assembléia Geral, o órgão máximo do Poder Legislativo, composto por duas casas: o Senado e a Câmara dos Deputados - a serem eleitos pelos súditos do Império.O voto era obrigatório, porém censitário: só tinham capacidade eleitoral os homens com mais de 25 anos de idade e uma renda anual determinada. Estavam excluídos da vida política nacional quem estivesse abaixo da idade limite, as mulheres, os assalariados em geral, os soldados, os índios e - evidentemente - os escravos.
Outra característica interessante do voto no império era que as votações inicialmente ocorriam em quatro graus: os cidadãos da província votavam em outro eleitores, os compromissários, que elegiam os eleitores de paróquia que, por sua vez, elegiam os eleitores de comarca, os quais, finalmente, elegiam os deputados. Quanto aos senadores, basicamente eram nomeados pelo imperador.Posteriormente o sistema foi simplificado para dois graus, com eleitores de paróquia e de província, até que em 1881, a Lei Saraiva introduziu o voto direto, mas ainda censitário. Desse modo, até o fim do Império, somente 1,5% da população brasileira tinha capacidade eleitoral.
Na República
Ninguém pense que a República modificou rapidamente esse quadro. Na primeira eleição para direta para presidente da República, em 1894, Prudente de Morais chegou ao poder com cerca de 270 mil votos que representavam quase 2% da população brasileira da época.
A ampliação do direito de voto a um número cada vez maior de brasileiros aconteceu ao longo do século 20. O voto feminino, por exemplo, data de 1932 e foi exercido pela primeira vez em 1935. Em função da ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), porém, as mulheres só voltaram a votar em 1946.Vale lembrar que a ditadura de Vargas e a dos militares de 64 privaram o eleitorado nacional do voto para presidente por nove vezes e que, em 117 anos de República com 34 presidentes, somente 16 se elegeram pelo voto direto.
Quem vota hoje
Até a Constituição de 1988, o voto era um direito negado aos analfabetos, um percentual significativo da população, sem falar dos soldados e marinheiros. Não deve causar surpresa, portanto, o fato de presidentes eleitos com números expressivos, como Jânio Quadros, que obteve quase 6 milhões de votos em 1960, terem participado de eleições que mobilizaram somente 10% da população do país.

A partir de 1988, com a Constituição que continua em vigor, o eleitorado aumentou consideravelmente, e veio a ultrapassar a casa dos 100 milhões. Atualmente, o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos e para quem tem 16 e 17 anos ou mais de 70 anos. Estão proibidos de votar os estrangeiros e aqueles que prestam o serviço militar obrigatório.
Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação. olivieri@pagina3ped.com

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